SPEIREIN

Performance [10 hours].  PSX: a decade of performance art in the UK at The Ugly Duck, London, UK, 2021.

Photograph by Manuel Vason and Fenia Kotsopoulou

Speirein is synonymous of sowing, scattering and dispersing.

 

Speirein is an ancient Greek word used during the first translations of the Bible into Hebrew. It was chosen  to refer to the dispersion of the Jewish people throughout the world after the captivity in Babylon. From this perspective, some researchers claim that Speirein was the word that gave rise to the term Diaspora, as it was a fundamental reference to explain the processes of traumatic migrations. 

 

In it performance the artist worked for 10 hours replicating the shape of her feet. A long-lasting repetitive action divided into four phases: 

- preparing the raw material, a mixture of plaster, cement, water and drying accelerator powder; 

- filling the mixture into the silicone matrix (previously produced under the guidance of a casting specialist); 

- keeping the matrix stable until drying; 

- removing the dried pieces from the cast. 

 

After 9 hours of continuous production, it was possible to observe three rows with 12 pairs of feet on the ground. Mostly, feet with amputated toes, accidentally broken during the process of removing it from the cast. In the last hour of the performance, the artist created a ritual dyeing the white surface of the plaster with brown and black earth taken from the roots of a tree and rainwater, massaging each of the pieces and ending with painting her own feet.

Speirein é sinônimo de semear, espalhar e dispersar.

 

Speirein é uma antiga palavra grega que foi usada durante as primeiras traduções da Bíblia para o hebraico. Foi escolhido para se referir à dispersão do povo Judeu pelo mundo após o cativeiro na Babilônia. Nessa perspectiva, alguns pesquisadores afirmam que Speirein foi a palavra que deu origem ao termo Diáspora, pois foi uma referência fundamental para explicar os processos de migrações traumáticas.

 

Nesta performance, a artista trabalhou por 10 horas reproduzindo a forma de seus pés. Uma ação repetitiva de longa duração dividida em quatro fases:

- preparar a matéria-prima, uma mistura de gesso, cimento, água e pó acelerador de secagem;

- preenchimento da mistura na matriz de silicone (previamente produzida sob a orientação de um especialista em moldes e escultura);

- manter a matriz estável até a secagem;

- retirada das peças secas de dentro do molde.

 

Após 9 horas de produção contínua, era possível observar três fileiras com 12 pares de pés no chão. Na sua maioria, pés com dedos amputados, quebrados acidentalmente durante o processo de retirada de dentro dos moldes. Na última hora da performance, a artista criou um ritual tingindo a superfície branca do gesso com terra marrom e preta retirada das raízes de uma árvore e água da chuva, massageando cada uma das peças e finalizando com a pintura de seus próprios pés.