AT TIMES WE NEED TO CAME BACK HOME

ÀS VEZES NÓS PRECISAMOS VOLTAR PRA CASA

Performance [6 hours]. Slow Sunday - STEAKHOUSE  LIVE at Toynbee Studios, Artsadmin, London, UK, 2020.

Photograph by Greg Goodale.

The notion of resilience has always been an important concept in my artistic practice. This very special ability adapts itself to change, resists the pressure of adverse situations and transforms itself amid instability and caos. These processes often imply the loss of an existential territory. In this perspective, I have used memory as an investigative device that involves remembering and reframing the numerous traumas and scars inherited by colonialism, which, generation after generation, are perpetuating themselves through naturalisation, silence and shame. The performance 'At Times we Need to Come Back Home' is part of this trajectory, and through it I affirm the vital importance of returning - destroying, rebuilding, dismantling the house, the structure. With house, I don't mean simply the buildings where we live, but the past, and the History that defines our place in the world, a ghostly energy that constantly haunts us when expanding and/or contracting in the present time. How can we determine what should remain and what should be discarded? We cannot. However, any action in this direction is a exercise of demolition to escape suffocation.

A noção de resiliência sempre foi um conceito importante na minha prática artística. Esta capacidade tão especial de se adaptar a mudanças, resistir à pressão de situações adversas, e se transformar em meio a instabilidade e o caos. Processos que, muitas vezes, implicam a perda de um território existencial. Nesta perspectiva, eu tenho usado a memória como um dispositivo de investigação, que envolve recordar e ressignificar os numerosos traumas e cicatrizes herdadas pelo colonialismo, que geração após geração, se perpetuam através da naturalização, do silêncio e da vergonha. A performance ‘At Times we Need to Come Back Home’ é parte dessa trajetória, e através dela eu desejo afirmar a importância vital de voltar – destruir, reconstruir, desmanchar a casa, a estrutura. E como casa, eu não me refiro simplesmente as edificações onde habitamos, mas ao passado, e a História que define o nosso lugar no mundo. Esta energia fantasmagórica que nos assombra constantemente ao se expandir e/ou se contrair no tempo presente. Como podemos determinar o que deve permanecer e o deve ser descartado? Não podemos. No entanto, qualquer ação nesta direção é um exercício de demolição para escapar do sufocamento. 

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© 2020 Rubiane Maia